
Partimos da metáfora:
Tudo é jogo e tudo é poesia!

O Jogo Cooperativo e a Poesia são Jogos Infinitos e os versos criados e liberados no Círculo, pertencem ao mundo. O Poeta é apenas canal para espelhar a luz, abusando dos enigmas, mitos e metáforas, no processo poético. Mas, nem toda poesia trabalha a cooperação, embora infinita como jogo, invenção do próprio jogo e sem fronteiras.
A Poesia Cooperativa, como denominamos, tem como base e estrutura os níveis da cooperação. É fabricada objetivando o incentivo à prática da cooperação da parte para o todo. É universal e universalista e se perpetuará através dos séculos, enquanto existir seres que a cultivem. Fazemos parte do grande círculo, da grande teia e ela é uma ponte entre o real e o imaginário, proporcionando o perpetuar dos laços através da arte.
O homem se expressa para si mesmo, no primeiro nível da cooperação, repetindo os vocábulos para si como poeta ou como se o próprio poeta se espelhasse para outrem, gerando força, motivação, alegria, graça e incorporação do comportamento cooperativo que estamos reforçando em nós mesmo.
Como a noção de ser seu próprio gênio é dramática, ela possui todo o paradoxo do jogo infinito: você só pode ter o que tem liberando-o para os outros. Os sons das palavras que você pronuncia podem repousar nos seus lábios, mas se você não os entregar inteiramente a um ouvinte eles nunca se tornam palavras, e você não diz absolutamente nada. As palavras morrem com o som. Depois de ditas para mim, suas palavras se tornam minhas para que eu faça com elas o que eu quiser. Na qualidade de gênio das suas palavras, você perde toda a autoridade sobre elas. O mesmo acontece com seus pensamentos. Por mais que os considere seus, você não pode pensar nos próprios pensamentos, mas sim a respeito do que eles são. Você não pode pensar pensamentos, assim como você não pode agir ações. Se não pronunciar verdadeiramente as palavras que residem inteiramente no próprio som, tampouco você pode pensar aquilo que continua a ser pensamento ou que pode ser traduzido de volta para o pensamento. Ao pensar, você lança os pensamento além de si mesmos, submetendo-os àquilo que eles não podem ser (CARSE, 2003, p.109).
Quando incentivamos o comportamento cooperativo para o outro através dos poemas, mais um nível da cooperação é trabalhado. O outro é meu ouvinte e eu libero para ele toda uma temática, que ele poderá assimilar e agregar ao seu comportamento, que por sua vez se transformará em canal, transmitindo para outro e outros e assim sucessivamente, dentro da grande “teia” em que nos ligamos. Conscientizo-me que já não tenho poder e autoridade sobre as minhas palavras. Agora elas pertencem ao outro, aos outros, ao mundo, ampliando assim a nossa responsabilidade.
Assim, se eu me trabalhei poeticamente com o Jogo com as Palavras e lancei meus versos para o outro, companheiro de jornada planetária, meu mundo passa a ser maior e exigirá a expansão da linguagem cooperativa. Então, libero para o todo, para o Universo a Poesia Cooperativa e universalizo-me através da linguagem poética, sem resistência e sem fronteiras, tornando-me uno com o verbo. A poesia é ouvida além das palavras, como o grande encontro do Mortal e do Imortal, nas páginas da arte e da vida.
A Poesia cooperativa contribui para a formação e transformação de comportamentos, partindo da semente para o todo. Potencializa o partilhar, o compartilhar e o Encontro com o nosso próprio Eu, com o do Outro e com o Universo. E todos nós, sem exceção, somos os poetas da cooperação, os poetas da luz! Uma vez poetas da luz, somos responsáveis pela sua propagação, contribuindo com a nossa parte na Seara Divina.
Como primeiro passo, deixo explícita a mensagem para a consciência reflexiva, da importância da Poesia Cooperativa e da nossa missão e de como poderemos cumpri-la com qualidade e excelência. Assumir o desafio de que somos os “poetas e poetisas da Cooperação”, responsáveis na escolha das palavras, das frases, dos versos, das rimas, do ritmo e conscientes do que estamos escrevendo. São os versos que despertam o espírito lúdico e lírico do Ser, penetrando além do alcance da razão. E são os nossos pensamentos, sentimentos, sensações e intuições, que acatam a linguagem poética, o feitiço dos mitos, o poder das metáforas e dos seus enigmas.
O segundo passo é que sendo a poesia considerada o limiar entre o Céu e a Terra, tenha como resultado a linguagem elevada. Expressemos verdadeiramente nos versos o melhor de nós - e repassemos sem cessar, sem esperar retorno imediato – mas conscientes de que todas as sementes plantadas um dia germinarão e produzirão o fruto esperado. Se planto bons versos, colherei bons poemas.
Nesse momento histórico em que vivemos, o que precisamos é da união dos poetas - partilhar, compartilhar, circo-lar versos cooperativos - sem desanimar, porque os frutos do amanhã dependem das sementes plantadas no hoje.
Trago os meus versos e espero que de Cada Um e de Todos Nós,
nasça o Grande Poema Cooperativo,
que mudará os caminhos da humanidade, de coração a coração.
Poetizam os Anjos!
Deixam-nos o livre arbítrio
Aceitam nossos limites.
Há tempo e hora
para cada um de nós
atravessar a ponte
do Mundo Competitivo.
... E ...
Alçar vôos Cooperativos
Poetizam os Anjos!
Neuma Jacó
COMPATILHANDO JOGOS E POEMAS
Musas Celebração da Vida
Abre o cortejo
O Deus Apolo
Tocando lira.
Cooperando com Alegria
Nosso Jogo é Infinito!
A alegria é o combustível
da vida.
Eu jogo o jogo da vida
Jogando com alegria!
O Mundo é ASSIM...
Dizem por aí:
“O mundo é assim”...
“A vida é assim”...
“Eu nasci assim”.
Poema apresentado no "Solar Cooperativo" atividade mensal do Spaço Sol Aberto.
O ARCO-ÍRIS DA COOPERAÇÃO
Com o amor do Universo
Seus raios em profusão
... Cooperar, amar, doar...
Novo Homem!
Em transição – vamos buscar caminhos...
Direções eméritas e sublimes:
- Novo Homem ! Com novo nascimento!
Circo-Lando Cooperação
... Somos estrelas que cintilam e reluzem ...
em constante transformação.
JOGANDO COM A POESIA