AS MUSAS
ARTE COOPERATIVA
Encontro com As Musas
Clio Euterpe Talia Malpômene
Érato Polímnia Urânia
Calíope Terpsícore
O culto das Musas originou-se numa região próxima ao Olimpo. Das encostas desciam vários córregos produzindo sons que sugeriam uma música natural, levando a crer que a montanha era habitada por deusas. Elas eram deusas da música e formavam um maravilhoso coro feminino.
Diz o mito que Zeus, vencendo a batalha contra os Titãs, após colocar todas as coisas em ordem, celebrou seu casamento e perguntou às divindades do Olimpo se a criação estava completa ou se ainda faltava alguma coisa. Os deuses lhe pediram para criar alguns seres divinos para louvar seus grandes feitos e o universo. Zeus então esteve com Mnemósine, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, um ano depois, Mnemósine deu à luz nove filhas em um lugar próximo ao monte Olimpo. Ali elas foram criadas pelo caçador Croto, que depois da morte foi levado para o céu, até a constelação de Sagitário.
As musas viviam em lugares próximos a fontes e riachos, Nesses locais dançavam e cantavam, acompanhadas pela lira de Apolo. O coro das musas tornou o seu lugar de nascimento um santuário e um local de danças especiais. Elas também freqüentavam o Monte Hélicon, cujas fontes, tinham o poder de conferir inspiração poética a quem bebesse de suas águas. Ao lado dessas fontes, as Musas faziam graciosos movimentos de dança e cantavam com suas vozes cristalinas.
Com o tempo, foram conferidos atributos a cada uma das nove musas: Clio - história, Euterpe - música, Talia - comédia, Malpômene - tragédia, Polímnia - retórica, Érato - poesia, Calíope - épica, Urânia - astronomia, Terpsícore - dança.
É interessante notar que os deuses não estavam satisfeitos apenas com a existência da vida e a nova ordem do mundo estabelecida por Zeus. Pediram que as Musas fossem criadas para dar ressonância a essa existência. Isso nos mostra que não basta a criação, ela deve ser louvada. Assim também no plano humano, não basta viver, mas é preciso celebrar a vida.
Saiba mais sobre a arte e as musas na próxima edição.
Em setembro, participe do Encontro com as Musas no Spaço Sol Aberto!
As Musas
(segunda parte)
Para que as façanhas dos poderosos deuses do Olimpo jamais se perdessem no tempo e fossem para sempre celebradas com arte e beleza, Zeus gerou em Mnemósine as nove musas, concedendo-lhes o dom de proteger a todos que louvassem os deuses com a poesia, a história, a música, a tragédia, a comédia, a dança ou as ciências.
Fazem parte do séquito de Apolo, o deus da luz, que tudo sabe e tudo vê. As musas são inspiradoras da arte e da ciência.
Os gregos conceberam seres como as Musas para representar os poderes da criatividade humana.
As Cigarras
Havia na Grécia um vale habitado por um povo que jamais se aventurava para além das montanhas que o cercavam. As pessoas viviam muito felizes e, em seus momentos de descanso, reuniam-se para cantar. Certo dia, as Musas chegaram à região cantando alegres melodias. Surpresos, os habitantes do local pararam para ouvir aqueles sons tão harmoniosos. Aos poucos foram unindo suas vozes ao coro das Musas e todos cantaram esquecendo-se do tempo. Foram envolvidos por tal entusiasmo que não pararam nem para se alimentar e ficaram cantando até que a morte os silenciou. Dos seus corpos nasceram as cigarras. As Musas então, dotaram esses pequenos seres de maravilhosos poderes. Eles não têm necessidade de se alimentar para viver e passam a vida toda cantando. Além disso, as cigarras têm a missão de informar às Musas quem são as pessoas que as reverenciam. A tais pessoas são concedidos importantes benefícios. Por isso, quando ouvem as cigarras, os humanos sabem que por meio desses pequenos seres, as Musas os observam.
As Musas e a cura

A mitologia grega conta que após a vitória dos deuses sobre os Titãs, Zeus, que representa a ordem universal e o poder criador, uniu-se a Mnemósine, a memória, em nove noites de amor. Dessa união nasceram as Musas.
Calíope, considerada a rainha das Musas, é a inspiradora da eloqüência e da poesia épica; Clio, cantando a glória dos guerreiros, tornou-se a Musa da história; Erato, da poesia lírica; Euterpe, da música e da poesia; Melpômene preside o canto, a harmonia musical e a tragédia; Polímnia a oratória; Talia, a comédia; Terpsícore, a dança; Urânia, a astronomia e as ciências exatas em geral.
As Musas representam a memória e a imaginação criativa. Com suas danças, músicas e poemas, ajudavam os humanos a esquecer a tristeza e celebrar a vida. Por inspirarem os poetas, elas eram invocadas no início de suas composições. A influência das Musas no mundo ocidental é tão grande que ainda hoje fazemos referência a elas.
Os museus atuais tiveram origem no culto às Musas. A palavra Museu, vem do grego - Mouseion (Museum em latim) e significa Templo das Musas. Nesses locais sagrados, pedia-se a inspiração das Musas, protetoras das artes e das ciências em geral. Na Grécia antiga, eram construídos ao lado dos templos, pequenos edifícios para guardar as oferendas feitas às Musas, como troféus, esculturas e trabalhos de arte, o que pode ter dado origem aos museus atuais.
Naquela época considerava-se que as doenças eram causadas e curadas pelas divindades. Os conhecimentos médicos foram transmitidos aos mortais pelo centauro Quíron, o grande educador dos heróis. Entre os deuses ligados à medicina, havia um chamado Museu, conhecido pela sua capacidade de curar os doentes por meio da música.
A música, assim como a arte em geral, atua sobre nós, provocando sensações e efeitos benéficos. Por meio das atividades artísticas, no desenvolvimento da capacidade criativa, estamos em contato com forças elementares curativas, capazes de restaurar nosso equilíbrio físico e emocional. Essa é a proposta do Encontro com as Musas. Um caminho em direção ao centro de si mesmo, que começa com a busca de inspiração e o resgate da capacidade de criar, por meio do exercício da cooperação.
Não perca!!!

*Figuras da Internet*
Autor(a):Lucia Fernanda Misse Soares - Psicoterapeuta